Apicultora Maia interrompeu o plantio de transgênicos e salvou abelhas

No México, uma mulher há mais de uma década levanta queixas contra o uso de organismos geneticamente modificados e pesticidas. Seu trabalho protegeu os ecossistemas das abelhas.

Leydy Araceli Pech, de 55 anos de idade, venceu uma disputa judicial contra empresas internacionais e no mês de novembro de 2020 recebeu o Prêmio Goldman Foundation por seus esforços para preservar o meio ambiente.

Leydi é descendente de pessoas com sangue maia, além disso, desde jovem se dedica à apicultura. Especificamente, no cuidado de abelhas do tipo melipona beecheii. Este inseto é selvagem, sem ferrão e domesticado. Acontece que os maias aprenderam a domesticar essas abelhas. Dessa forma, eles obtiveram mel e conseguiram polinizar as plantações. É por isso que pessoas como ela agora se esforçam para preservar esse costume.

Durante anos, ela junto outros grupos de agricultores e apicultores da região, não mediu esforços para interromper o uso de soja geneticamente modificada. Isso a levou a confrontar a empresa Monsanto, que é a força motriz por trás do uso desses OGM.

Juntos, todos eles entram com uma ação judicial. Finalmente, o Supremo Tribunal daquele país deu-lhes um parecer favorável por apoiar o cuidado da apicultura.

A decisão legal afirma que as práticas de pesticidas e transgênicos violam os direitos dos maias. Da mesma forma, os métodos agrícolas tradicionais são aqueles que salvaguardam os ecossistemas das áreas de Yucatán.

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