A humanidade está travando uma guerra “suicida” contra a natureza

O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, destacou a urgência do combate às alterações climáticas geradas pela indústria. “O estado do planeta está quebrado”, pronunciou o chefe da ONU na Universidade de Columbia, nos EUA.

E continuou: “Incêndios e inundações apocalípticos, ciclones e furacões são cada vez mais o novo normal”, disse Guterres. Ele também afirmou que “a poluição do ar e da água está matando 9 milhões de pessoas por ano, mais de seis vezes o número atual de vítimas da pandemia”.

Falando de infecções existentes e potenciais que ameaçam a humanidade, Guterres observou que 75% dos vírus humanos são zoonóticos. “Se as pessoas e o gado invadirem ainda mais os habitats dos animais e perturbarem os espaços selvagens, poderemos ver mais vírus e outros agentes causadores de doenças sendo transmitidos de animais para humanos”, disse o chefe da ONU.

Guterres se referiu a dois relatórios elaborados pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e pela Organização Meteorológica Mundial (OMU), e apresentados no dia de seu discurso. Ele ressaltou que os documentos “detalham o quão perto estamos da catástrofe climática”.

Apesar das medidas restritivas aprovadas este ano por vários países do mundo em função da pandemia do Corona vírus, a temperatura da atmosfera continua subindo.

“As paralisações do covid-19 reduziram temporariamente as emissões e a poluição. Mas as concentrações de dióxido de carbono ainda estão em níveis recordes e aumentando”, disse Guterres, acrescentando que “as emissões estão 62% mais altas agora do que quando as negociações internacionais sobre o clima começaram em 1990”, relatou Guterres.

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