A assustadora falta de higiene na Idade Média

A Idade Média foi uma época em que muitos de hoje não gostariam de estar vivendo, entre a queda do Império Romano até a descoberta da América, em 1492, a higiene pessoal não era considerada uma prioridade, se assim pode-se afirmar.

Os médicos acreditavam que a água, principalmente a quente, enfraquecia os órgãos, deixando o corpo exposto a condições insalubres e que, se penetrasse nos poros, poderia transmitir todo tipo de doenças. Espalhou-se ainda a ideia de que uma camada de sujeira protegeria contra doenças e que, por isso, a higiene pessoal deveria ser feita a seco, apenas com uma toalha limpa para esfregar o corpo.

Se recomendava ainda que as crianças limpassem o rosto com um pano branco para retirar o acumulo de suor, mas não muito para evitar a remoção da sujeira natural da pele. Na verdade, consideravam que a água fazia mal aos olhos, que podia causar dores de dente e resfriados, empalidecia o rosto e deixava o corpo mais sensível ao frio no inverno e a pele seca no verão. Junto com tudo isso, a Igreja condenou o banho como um luxo desnecessário e pecaminoso.

Essa falta de higiene atingia também as mais altas esferas da sociedade. Os banhos, quando aconteciam, eram feitos em uma enorme banheira cheia de água quente. O pai de família era o primeiro a tomar, depois os outros homens da casa por ordem de idade e depois as mulheres também por ordem de idade. No final era a vez das crianças e bebés.

Naquela época, a maioria dos casamentos era celebrada em junho, de modo que coincidia com o verão no hemisfério norte. O motivo era simples, já que o primeiro banho do ano era tomado em maio, assim, em junho, o fedor da pessoa ainda era tolerável. Porém, como algumas pessoas fediam mais do que outras ou simplesmente se recusavam a tomar banho, as noivas costumavam carregar buquês de flores ao lado do corpo nas carruagens para disfarçar o mau cheiro. Tornando-se assim um costume celebrar casamentos em maio, após o primeiro banho. Não é por acaso que maio é considerado o mês das noivas e que daí nasceu a tradição do buquê de flores.

Em palácios e casas de família a existência de banhos era praticamente nula. Quando surgia o chamado da natureza, escolhia-se o fundo do pátio ou um arbusto, de acordo com a preferência da pessoa. Também não era incomum ver alguém se aliviando nas ruas . Os sistemas de esgoto ainda não existiam; portanto, as cidades medievais eram verdadeiros depósitos de lixo e excrementos.

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